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Meio Ambiente
Projeto em total harmonia com o meio ambien..
Tecnologia Care
Uma nova concepção de turbina com a função de gerar energia elétrica..


Fatores Econômicos

Custos comparativos CARE e outras Hidroelétricas

Considerações Sociais
Prover o mundo com uma fonte de energia limpa.

Reportagem CNN

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Reportagens 
24/05/2010 10:44

por Cléia Schmitz | Revista Empreendedor

Sistema de geração de energia utiliza o fluxo contínuo das águas sem a necessidade de represar o rio.

Em tempos de discussão acirrada sobre a construção, ou não, da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), uma turbina deslizante capaz de gerar energia elétrica sem alterar o curso do rio parece coisa de ficção científica. Mas não é. A tecnologia da Care-Electric, empresa incubada desde 2007 no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), ganhou os olhos do mundo depois de ser selecionada pelo Programa Pioneiros Tecnológicos do último Fórum Econômico Mundial, realizado em janeiro passado em Davos, na Suíça. “Foi a primeira vez que o Brasil teve um projeto aprovado pelo fórum”, orgulha-se Edson Abuchaim, gerente de gestão da empresa. A nova tecnologia pode não dispensar a construção de uma Belo Monte, mas se apresenta como uma alternativa para as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Sua grande vantagem é que, ao utilizar o fluxo contínuo das águas, ela não necessita de barragem fixa e mantém as espécies vivas em seu habitat. Além disso, atende a demandas locais, dispensando grandes investimentos em linhas de transmissão. Segundo Abuchaim, o objetivo da Care-Electric é aproveitar qualquer rio que tenha uma vazão de, no mínimo, 12 metros cúbicos de água por segundo, suficiente para gerar até 180 kWh. “Existem ‘ene’ rios liberando energia que poderia ser aproveitada para gerar eletricidade”, afirma Abuchaim.
Foi enfrentando a força do Rio Madeira que o austríaco Johann Hoffmann, fundador da Care, começou a fazer testes visando o desenvolvimento de uma turbina que aproveitasse a energia liberada pela correnteza. Um dos grandes problemas dos mineradores daquela região era o alto consumo de óleo diesel nos processos de extração, em média 2,5 mil litros por dia. Para reduzir os custos de seu empreendimento com energia elétrica, Hoffmann passou a fazer testes de pressão da água do Madeira e um deles chamou sua atenção: ao fixar uma tábua de madeira com espessura considerável às margens do rio, foi surpreendido pelo rompimento da madeira em poucos minutos.
Alguns anos depois, em Minas Gerais, apresentou seus rascunhos a Frank de Luca e Wilson Pierazoli Filho, que apostaram na ideia e iniciaram o desenvolvimento de uma turbina piloto. Em 2007, Abuchaim entrou no projeto, então aprovado pelo Cietec. Hoje, depois da passagem por Davos, a empresa já tem proposta de investidores nacionais e internacionais para implantar o projeto. “É uma fase delicada, que demanda muita negociação”, observa Abuchaim. A empresa também já recebeu muitos contatos de possíveis clientes, entre eles um empresário que aguarda há mais de dez anos a licença ambiental para construir uma PCH.



Fonte: Atlas Sociágua (FGV e Ivig).

Última atualização ( Qui, 29 de Julho de 2010 12:12 )  

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